
Já não importa a cor da janela
Se faltou o ingrediente
Se foi o excesso no riso
O desfalque do time
Não vale mais a imagem estereotipada de um perfil
Vale o convencimento daquela que se tem
Não cabe o pormenor que não eleva
Vale tom maior
Liberto do que estanca, solto do que pára em baixa
Clara, ficou desbotado o tom da culpa, opaca
Ajustado o holofote pra cima do problema imaginário, abaixo apagado acabou “desinventado”
Aceito o inevitável do tempo em marcas, estilhaços, saudades
Foi lavado o rosto maquiado, guardadas as máscaras, desmanchadas verdades aparentes
Foi retirado o emblema
Descolado, descosturado até a última linha, vestido o conteúdo
Foi tirado o agora de banho-maria, do morno constante, por fora
Não ficou o tanto faz,
Mas o tanto do detalhe que se soube prorrogar
Outrora o tanto da minúcia que se soube ignorar
Seguindo a placa de sentido,
A verdade saiu as ruas a desfilar, dando significado ao chão
Se equilibrando pra achar a resposta
Depois de uma breve parada, tudo retomado ritmado
Depois do choro, um tanto esvaziado
Depois de borrado, o retoque que disfarça,
Se ficou explícito, alterado o tema e a arte entregue na figura criativa
Virada de página pro novo tracejado
Na medida certa, vida leve.
Por Lu Dornaicka
Texto Leveza